Curiosidades Misteriosas

Qual é a melhor maneira de fazer uma pessoa qualquer (seja um adulto ou uma criança) se interessar por história? Com certeza, não é desfiar uma infinidade de fatos e datas e pedir para que decorem, mas mostrar o quanto essa matéria pode ser interessante se bem estudada e compreendida. E que melhor artifício para isso do que lançar mão dos assim chamados “mistérios históricos”?

 

Esse termo não é novidade para as pessoas mais atentas. Canais de tevê por assinatura como o Discovery Channel já produziram inúmeros programas especiais sobre o assunto, que ganharam edição em DVDs vendidos diretamente para o consumidor. À primeira vista, o tema parece esotérico e trará certa relutância. A maioria dos programas envolve história antiga em questões bastante discutidas e polêmicas, como quem construiu as pirâmides ou o monumento megalítico de Stonehenge, na Inglaterra. Porém, com o passar do tempo (e com a ajuda de Hollywood), as pessoas começam a ver que muitos desses tópicos têm bases muitas vezes sólidas na historiografia, além de um apelo popular incontestável.

 

A tecnologia mais avançada de hoje não é garantia de resolução desses mistérios. Um exemplo disso é a análise química que estudiosos insistem em fazer no santo Sudário de Turim para verificar sua autenticidade. A idéia vigente desde a década de 1970, de acordo com os resultados do carbono 14, era a de que o tecido era originário do século XIV, um resultado que sempre fora contestado pelos fiéis que acreditam piamente em sua origem divina. Recentemente, cientistas europeus divulgaram que, em razão de uma série de fatores externos, o resultado dos testes poderia ter sido alterado, já que a cada 5.700 anos a quantidade de carbono 14 no tecido cai pela metade.

 

Independentemente das crenças, é mesmo o fator oculto que faz com que o interesse das pessoas cresça sobre esses mistérios históricos. A seguir, veremos alguns casos divididos por categorias adotadas pela maioria dos pesquisadores.

 

A COLÔNIA DESAPARECIDA

O primeiro trabalho do roteirista de histórias em quadrinhos Neil Gaiman para a a editora Marvel a fazer sucesso foi a minissérie 1602, que trazia os personagens da editora ambientados numa época em que o Novo Mundo havia acabado de ser descoberto. A fim de pedir a ajuda da Coroa Britânica, a colônia de Roanoke (localizada na área do atual Estado da Carolina do Norte) enviou a menina Virginia Dare para obter os favores da rainha Elizabeth I. Os demais detalhes da história envolvem os super-heróis da editora e, por isso mesmo, não nos interessam. Mas o curioso é que Gaiman, sempre disposto a dar referências históricas verdadeiras, não pôde deixar escapar essa oportunidade. A colônia à qual ele se refere existiu de verdade, bem como a menina Virginia Dare. E juntos constituem um dos fatos mais intrigantes da história geral.

 

A colônia foi estabelecida e financiada por Sir Walter Raleigh (1552-1618), um explorador, espião, escritor e poeta britânico. Entre os anos de 1585 e 1587 havia um grupo de colonizadores que foram levados para lá a fim de estabelecer uma primeira comunidade britânica na região. Eram liderados por John White, um artista que, durante a viagem para onde seria seu novo lar, fez vários desenhos sobre a paisagem e os nativos que encontraram por lá. Porém, como era de se esperar, o grupo passou por muitas dificuldades, o que fez com que ele voltasse para a Inglaterra para obter suprimentos. Quando ele partiu, deixou para trás 113 colonos, incluindo sua filha Eleanor, o marido Ananias e a filha deles, Virginia Dare.

A volta de White só aconteceu três anos depois de sua partida devido a uma série grande de contratempos. Quando chegou ao local, ainda no navio que o trouxera, pôde ver fumaça no local onde os colonos haviam ficado. Como era tarde, ele e os companheiros resolveram ficar no navio e desembarcar ao amanhecer.

 

O dia seguinte, porém, traria mais surpresas. Pela manhã, eles dispararam os canhões dos navios para avisar que haviam chegado. Entretanto, não receberam nenhuma resposta dos colonos. Preocupados, os tripulantes e White desembarcaram e voltaram para o local da colônia apenas para depararem-se com um lugar vazio, sem nenhum sinal de vida. Todas as 113 pessoas de lá haviam simplesmente desaparecido sem deixar vestígios. White nunca mais encontrou Eleanor ou Virginia. Tudo o que restara como sinal de que houvera pessoas por lá foi uma inscrição numa árvore com a palavra CROATOAN.

As hipóteses dos historiadores são variadas: os colonos foram absorvidos pelas populações indígenas locais, massacrados por índios ou espanhóis, ou ainda a de que Croatoan seria uma ilha ao sul de Roanoke para onde os colonos teriam fugido de um possível ataque. Mas jamais se soube o que aconteceu com aquelas 113 pessoas.

 

A MORTE RONDA MOZART

O registro de que poderia haver algo de estranho com Wolfgang Amadeus Mozart (1756- 1791) partiu das memórias da irmã mais nova de Constanze, esposa do compositor. Sophie Haibel lembraria dezenas de anos mais tarde, que foi no primeiro domingo de dezembro de 1791, quando ela estava na cozinha preparando um café para sua mãe. Fora alguns dias antes visitar o cunhado, que adoecera, mas voltaram notando que ele estava melhor. Enquanto Sophie pensa no assunto, observa pensativamente a chama de um lampião a óleo. De repente a chama se apagou “tão completamente como se nunca tivesse sido acesa”, conforme escreveu mais tarde.

 

Ela correu para a casa da irmã, mas, quando lá chegou, soube que Mozart havia passado uma noite inquieta. O músico, mesmo na cama, pediu que ela ficasse, “para assistir à minha morte”. Foram então chamados um padre e depois um médico. Cerca de uma hora antes da meia-noite, Mozart perdeu a consciência. Quando o relógio marcou 0:55 h do dia 5 de dezembro de 1791, ele morreu.

 

O músico sempre teve problemas financeiros e passou grande parte daquele ano trabalhando como louco para terminar algumas encomendas importantes, o que teria causado o excesso de cansaço. Quando, em 22 de novembro, ele se recolheu para dormir, ninguém imaginava que cairia doente.

Uma biografia de Mozart, datada de 1828, diz que os sintomas começaram com um inchamento das mãos e dos pés, além de uma incapacidade de movimentos e vômitos súbitos. Foi diagnosticado como portador de febre militar aguda, causa registrada em seu obituário.

 

No final de dezembro um jornal de Berlim noticiou as especulações de que Mozart havia sido envenenado. O filho mais velho do compositor, Carl Thomas, dizia que o corpo do pai estava tão inchado que exalava um cheiro fétido forte, o que impediu a realização de uma necrópsia. Por muitos anos imaginou-se que o eterno rival do compositor, Antonio Salieiri, teria sido o responsável pela morte do músico. Uma outra versão da história afirma que esse fora um trabalho dos maçons, que estavam revoltados com Mozart por causa da revelação de alguns segredos de sua sociedade secreta na obra A flauta mágica, que alcançou grande sucesso em 1791.

 

O MISTÉRIO DE GLENN MILLER

Com toda certeza, você já ouviu falar em alguma oportunidade, de um músico de jazz chamado Glenn Miller. Bom, pelo menos de seu pai já ouviu falar. Alton Glenn Miller (1904–1944) era um dos artistas mais famosos no período entre 1939 e 1942. A banda que liderou, conhecida como The Glenn Miller Band, era conhecida por suas interpretações de músicas como Moonlight Serenade e Chattanooga Choo-Choo.

 

O sucesso de Miller começou em 1939, quando ele tinha 35 anos. Antes disso, cerca de 15 anos antes, ele desistira da universidade para se juntar à banda de Ben Pollack como trombonista e arranjador. Ele logo passou a ser conhecido por seu estilo e teve chance de tocar com grupos dos anos 1920 e 1930, que logo o classificaram como “um músico dedicado”.

Miller tinha um aspecto magro e sério. Dedicava-se à tarefa de compor músicas com meticulosidade e perfeccionismo. Sua primeira orquestra, entretanto, fracassou, mas a segunda, formada em 1938, conseguiu a atenção não só de estabelecimentos comerciais, como também das rádios, que logo começaram a tocar suas canções.

 

Essa fama toda seguiria um caminho diferente quando estourou a Segunda Guerra Mundial. Miller abandonou sua carreira para servir o exército. Em 1942, alistou-se como capitão no exército norte-americano. Foi ele quem formou a Orquestra da Força Aérea e do Exército dos Estados Unidos. Esse grupo fez turnês por todo o país e angariou milhões de dólares para as campanhas militares.

 

Em 1944, teve autorização para levar seu grupo musical militar para a Inglaterra para que tocassem para as tropas que estavam naquele país. Nos cinco meses seguintes eles se apresentaram 71 vezes.

 

Em 15 de dezembro, Miller, que já era major, subiu num monomotor chamado Norseman, numa pista a 65 quilômetros de Londres. Queria chegar à França antes de sua orquestra, e um encontro casual num clube de oficiais na noite anterior concederalhe o lugar no avião. Segundo relatos, Miller estava nervoso por estar no avião, pois não gostava de voar. Seu companheiro de viagem, o coronel Norman Baesell, tentava acalmálo com piadinhas, inclusive quando Miller perguntou sobre o pára-quedas. Pouco depois o monomotor decolou. E nunca mais foi visto.

 

A esposa de Miller só foi avisada de que o marido desaparecera nove dias depois. Para o alto comando, o avião caíra no Canal da Mancha por causa possivelmente do acúmulo de gelo nas asas. Mas os boatos diziam que o avião de Miller havia sido abatido pelos alemães e que o músico estava inconsciente e desfigurado num hospital desconhecido. Ou que o alto comando executara Miller como espião alemão. Ou ainda que Baesell matara Miller e o piloto, fugindo depois quando chegou à França. Como nunca acharam nenhum sinal do avião, nunca se saberá a verdade.

 

 

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